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Seu emprego será salvo, terceirizado ou automatizado?
21 de agosto de 2008 Por Joseph Feiman O ápice da evolução da produtividade em TI aponta para a terceirização e também para a automação de muitos trabalhos manuais. Mas quais serão as funções realizadas por pessoas ou máquinas no futuro? Clique e veja se seu emprego migrará para o futuro facilmente, dolorosamente ou se jamais chegará lá. Descobertas Chave
- As funções que requerem substanciais conhecimentos técnicos, mas poucos conhecimentos corporativos, criatividade e visão, são as principais candidatas à terceirização e, então, à automação. - As funções que requerem substanciais conhecimentos corporativos, mas poucos conhecimentos técnicos, criatividade e visão, têm uma forte probabilidade de permanecer na empresa e não serem terceirizadas ou automatizadas.
- As funções que requerem substanciais conhecimentos técnicos, conhecimentos corporativos, criatividade e visão serão as mais críticas para a empresa e não serão terceirizadas ou automatizadas.
Recomendações - Avalie o futuro das funções em relação a requisitos como conhecimentos técnicos, conhecimentos corporativos, criatividade e visão.
- Cultive as habilidades corporativas e amplie sua visão de questões sócio-culturais para aumentar suas chances de estar em demanda. - Os administradores corporativos precisam: 1) Terceirizar funções estritamente técnicas e esperar automatizá-las; 2) Gastar suas preciosas e poucas requisições com pessoas que tenham (ou que tenham potencial para adquirir) maiores conhecimentos corporativos; e 3) Agarrar o currículo de uma "jóia criativa" quando ele chegar em sua mesa.
ANÁLISE
A tendência de automação da TI terá um impacto dramático sobre os profissionais de tecnologia das seguintes maneiras: desaparecimento de funções, criação de novas profissões, mudanças culturais, comoditização de algumas habilidades e demanda por criatividade entre aqueles que formarão o núcleo da nova TI.
Já estão sendo desenvolvidas as ferramentas que substituirão uma parte substancial do trabalho dos desenvolvedores de aplicações associado a mecanismos de regras, geradores de códigos, construtores de interfaces para usuários gráficos, ferramentas de gestão de processos corporativos, padrões de programação, e princípios e padrões para arquitetura voltada para serviços, além do desenvolvimento voltado para serviços das aplicações.
O que será automatizado?
Os processos que são mais adaptados para a automação poderiam ser classificados, estruturados e formalizados como os:
- Mais lógicos, mais tecnológicos e menos associados aos negócios.
- Aqueles nos quais a intuição seja menos requerida.
- Aqueles nos quais um componente cultural seja mínimo ou ausente.
O que não será automatizado?
As tarefas que são menos indicadas para automação requerem intuição, conhecimentos corporativos e uma compreensão das políticas corporativas. O aspecto "humano" torna a formalização difícil ou impossível naquelas áreas. Quais funções serão salvas e quais serão automatizadas?
Vamos explorar diferentes cenários usando um modelo básico que avalia as funções em relação a três critérios: conhecimentos tecnológicos, conhecimentos corporativos, e demanda por visão e criatividade. Definimos conhecimentos no sentido mais amplo do seguinte modo:
- Visão e criatividade — capacidade de combinar tecnologia, cultura e negócios; de analisar problemas a partir de pontos de vista multidisciplinares e de reconhecer e aplicar padrões; e ser um pensador inovador e fora do comum, que crie novos algoritmos e padrões.
- Conhecimentos corporativos — compreensão do espaço do mercado, da indústria como um todo, de concorrentes e parceiros; conhecimentos de processos específicos da indústria e da empresa, governança, estilos de liderança, cultura corporativa, políticas, política interna, e relacionamentos entre departamentos e pessoas; aplicação prática daqueles conhecimentos para alcançar os objetivos corporativos.
- Conhecimentos tecnológicos — domínio e aplicação de ferramentas de TI, metodologias, melhores práticas, padrões e arquiteturas.
Cenário 1: Automatizar parcialmente
Um exemplo de uma função nesse cenário é um verificador de segurança. Ao invés de construir cenários manualmente que possam explorar uma aplicação de internet, por exemplo, o verificador usará uma ferramenta automatizada que lance milhares de ataques usando os cenários criados por uma comunidade global de especialistas em segurança (inclusive hackers). Esses cenários serão arranjados em uma cadeia lógica dinamicamente modificada baseada no feedback de cada ataque.
Os integradores de aplicações, verificadores de qualidade de softwares e desenvolvedores de fluxos de trabalho enfrentarão uma maior automação. Os programadores terão a maior diminuição de carga de trabalho, e assim algumas funções serão perdidas.
As funções de tecnologia não desaparecerão completamente das folhas de pagamentos das empresas; porém, por causa da automação, o poder de cada indivíduo aumentará muito, e uma única pessoa será capaz de substituir uma equipe dos atuais tecnólogos da empresa.
Cenário 2: Equipe com pessoas mantidas internas
As funções que requeiram um bocado de conhecimentos corporativos, mas poucos conhecimentos técnicos e visão estratégica (por exemplo, análise corporativa e testes de aceitação de usuários) devem ser dotadas com pessoas (tudo tem a ver com as necessidades corporativas das pessoas e sua reação às aplicações) e mantidas internamente (afinal de contas, aquelas pessoas são os melhores especialistas nos negócios de suas empresas).
O grau de automação deverá variar. Os modeladores corporativos, os designers de fluxos de trabalho, os designers de orquestração e administradores de regras corporativas terão mais suporte da automação e menos trabalho manual.
Cenário 3: Nem pense em automação ou terceirização
As funções que requeiram substanciais conhecimentos técnicos e corporativos, assim como uma ampla visão e comunicação estratégica com parceiros e clientes, deverão ser dotadas de pessoas e mantidas internamente. Os exemplos desses papéis incluem diretores gerais de tecnologia, arquitetos sênior e contatos para projetos. Esses poucos papéis poderão fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso.
Cenário 4: Criadores de máquinas
Os melhores visionários, tecnólogos e pessoal corporativo se tornarão criadores de automação.
Quem migrará para o futuro facilmente, dolorosamente ou jamais?
Você será incapaz de lidar com as tendências emergentes se:
- Viver em um mundo pequeno, encapsulado.
- Sua esfera de interesses for um setor profissional estritamente limitado.
- Você não estiver interessado nas tendências globais, culturais ou políticas e econômicas.
- Sua formação educacional inibir sua capacidade de absorver e responder às novas idéias.
A maioria das grandes inovações tem sido obtida na intersecção de diferentes disciplinas. No desenvolvimento de aplicações, ferramentas de modelagem são usadas, mas elas são originárias da matemática. As idéias sobre ecossistemas de softwares vieram da biologia. Os padrões, que são amplamente usados em desenvolvimento de aplicações, vieram da arquitetura civil.
As novas tendências de desenvolvimento de aplicações valorizarão:
- Pensadores criativos que possam combinar tecnologia, cultura e negócios.
- Desenvolvedores de algoritmos que possam analisar problemas, reconhecê-los e aplicar padrões, além de criar novos padrões.
Uma ampla e profunda educação, e não um treinamento restrito, será a base do crescimento profissional. Uma máquina pode ser treinada, mas não educada. Em uma competição entre uma máquina treinada e um indivíduo treinado, a máquina vencerá. Assim, sua vantagem competitiva é a educação. Os profissionais de TI devem cultivar as habilidades corporativas e uma ampla visão sócio-cultural para que aumentem suas chances de estar em demanda. |